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Questão 9 · XVI Exame de Ordem Unificado · Ética profissional
Ao final de audiência de instrução e julgamento realizada em determinada vara criminal, o juiz solicita que o advogado não deixe o recinto, bem como que ele atue em outras duas audiências que ali seriam realizadas em seguida. O advogado recusa-se a participar das outras duas audiências mencionadas, até mesmo por haver Defensor Público disponível.
Com base no caso exposto, assinale a afirmativa correta.
- A)O advogado não cometeu infração ética, porque apenas resta configurada infração disciplinar na recusa do advogado a prestar assistência jurídica quando há impossibilidade da Defensoria Pública.
- B)O advogado cometeu infração ética, porque ele já estava na sala de audiências.
- C)O advogado não cometeu infração ética, porque é vedado ao advogado participar de duas audiências sucessivas.
- D)O advogado cometeu infração ética, porque ele tem o dever de contribuir para a boa administração da justiça.
Ver resposta e explicação
Resumo
Só é infração disciplinar recusar assistência jurídica quando o advogado foi nomeado por impossibilidade da Defensoria Pública; havendo Defensor disponível, a recusa não configura infração.
Por que a A está certa
O Estatuto pune como infração disciplinar recusar-se, sem justo motivo, a prestar assistência jurídica quando o advogado é nomeado em razão da impossibilidade da Defensoria Pública. Como no caso havia Defensor Público disponível para atuar nas outras duas audiências, a recusa do advogado não se enquadra nessa infração, pois ela só existe quando a Defensoria está impossibilitada de atuar.
Por que as outras estão erradas
- B) Errada. A infração não depende de o advogado já estar na sala de audiências; o que importa é se ele foi nomeado por impossibilidade da Defensoria Pública, o que não ocorreu aqui.
- C) Errada. Não é correto dizer que é vedado participar de duas audiências sucessivas; o ponto é que a recusa só é infração quando não há Defensor Público disponível para atuar.
- D) Errada. O dever de contribuir para a boa administração da justiça não obriga o advogado a atuar em audiências para as quais não foi regularmente nomeado, havendo Defensor Público disponível.
Fundamento
Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994), art. 34, XII
XII - recusar-se a prestar, sem justo motivo, assistência jurídica, quando nomeado em virtude de impossibilidade da Defensoria Pública;
Conforme a lei vigente na data da prova: Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994), Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina de 1995
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