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Questão 9 · XVI Exame de Ordem Unificado · Ética profissional

XVI Exame de Ordem Unificado · 2015

Ao final de audiência de instrução e julgamento realizada em determinada vara criminal, o juiz solicita que o advogado não deixe o recinto, bem como que ele atue em outras duas audiências que ali seriam realizadas em seguida. O advogado recusa-se a participar das outras duas audiências mencionadas, até mesmo por haver Defensor Público disponível.
Com base no caso exposto, assinale a afirmativa correta.

  1. A)O advogado não cometeu infração ética, porque apenas resta configurada infração disciplinar na recusa do advogado a prestar assistência jurídica quando há impossibilidade da Defensoria Pública.
  2. B)O advogado cometeu infração ética, porque ele já estava na sala de audiências.
  3. C)O advogado não cometeu infração ética, porque é vedado ao advogado participar de duas audiências sucessivas.
  4. D)O advogado cometeu infração ética, porque ele tem o dever de contribuir para a boa administração da justiça.
Ver resposta e explicação

Gabarito: A — O advogado não cometeu infração ética, porque apenas resta configurada infração disciplinar na recusa do advogado a prestar assistência jurídica quando há impossibilidade da Defensoria Pública.

Resumo

Só é infração disciplinar recusar assistência jurídica quando o advogado foi nomeado por impossibilidade da Defensoria Pública; havendo Defensor disponível, a recusa não configura infração.

Por que a A está certa

O Estatuto pune como infração disciplinar recusar-se, sem justo motivo, a prestar assistência jurídica quando o advogado é nomeado em razão da impossibilidade da Defensoria Pública. Como no caso havia Defensor Público disponível para atuar nas outras duas audiências, a recusa do advogado não se enquadra nessa infração, pois ela só existe quando a Defensoria está impossibilitada de atuar.

Por que as outras estão erradas

Fundamento

Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994), art. 34, XII

XII - recusar-se a prestar, sem justo motivo, assistência jurídica, quando nomeado em virtude de impossibilidade da Defensoria Pública;

Conforme a lei vigente na data da prova: Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994), Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina de 1995

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